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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ele era encrenca, das boas.



Sim, eu sabia que você era encrenca... sabia que você não ia ligar no dia seguinte e sabia que você não ia abrir a porta do seu carro pra mim.
Só não sabia que você ia ligar quando falou que ia depois daquela festa louca que me fez sentir o gosto dos seus lábios pela primeira vez, não sabia que você ficaria buzinando na porta da minha casa só pra eu saber que era você, não sabia que você ia me mandar uma mensagem de texto me pedindo uma circunferência só pra me ouvir tocar meu violão muito mal. Mas realmente sabia que depois de um tempo não ia mais ouvir a buzina do seu carro que cheira a fumo, não ia mais ver seu número nas minhas ligações recentes e não ia ver meu rosto feliz novamente igual ele ficava quando você me dava um sinal. E que sinais eim? Me confundem tantos que eu paro de acreditar até em mim. Eu sabia que você era encrenca das boas, seus cinco anos a mais te permitem coisas que nunca passou pela minha cabeça, essa cabeça ingênua e inexperiente, pra você.
Eu sabia que você era encrenca, e você sabia que eu sabia. Eu adoro o jeito que você dança qualquer música que toque, eu adoro esse seu “ih relaxa bebê” quando eu não quero ouvir nada que saia da sua boca a não ser um “eu te amo”, adoro esse teu sinal de nascença, adoro essa tua vibe que brilha tanto que me cega os olhos... os olhos do coração, do juízo e de vez em quando até o do amor próprio. Você é encrenca, e você sabe que eu sei... você só não sabe é que eu adoro me encrencar numa encrenca boa que nem você encrenca por ai. 

 _ Stephanie Lima

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