Bate e queima.
E faz as paredes internas do meu músculo involuntário cederem.
A escuridão volta e eu deixo que meus olhos se acostumem com ela.
Meu pulmão fumante busca sem sucesso fôlego pra isso.
Me afogo em planos para nós.
Ponho a música que me lembra você mil vezes.
Me torturo, sou masoquista.
E me pergunto “porque?”.
Vou ficar louca tentando entender.
E você é aquele cara assustadoramente perfeito.
Que me intimida com sua glória, meu olhar se volta aos meus pés.
E então ele retorna.
Quando as formigas já estão no açúcar.
Com toda aquela luz que é demais pra escuridão de meus olhos.
A pupila dilata e então eu enxergo.
Vejo sua íris cor de erva pura.
Me fitando e ressuscitando os planos.
Destilando lentamente o veneno cujo quero me matar.
O veneno que no frasco está escrito “felicidade”.
E então as larvas de meu músculo involuntário.
Se transformam em borboletas no meu estomago nauseado.
Impossível não ceder.
E no meio dos escombros de meu músculo involuntário.
Eu acho uma pequena esperança.
De que dessa vez.
Eu voltarei a vida.
_ Stephanie Lima.

Nenhum comentário:
Postar um comentário