E então ele voltou, pra ir embora que nem da ultima vez.
Pra me deixar pior do que da ultima vez.
Falou palavras invisíveis como o vento.
E eu cai em sua armadilha como folha seca.
Me deu um copo de fel e falou que era doce.
Planos que nunca saíram do papel, que nunca se tornaram em vida real.
Estava melhor antes, vou ter que me acostumar com o fato de não te ter de novo.
As formigas voltam ao açúcar e agora eu quero que elas permaneçam lá.
Intacta e imóvel verifico os porquês que existem em minha mente.
Olheiras até o queixo, me pinto a cara e disfarço o caos que meu psicológico está.
E então ele me mata, diariamente.
Como se fosse a coisa mais normal do mundo ele se cala.
Fazendo com que o silêncio fale por si próprio as palavras que não tem coragem de sibilar.
Você se vira e eu vejo suas costas.
Perfeita e única, mais não queria vê-la se virando para um adeus.
E então eu rezo para que meu coração se torne pedra novamente.
Rezo pra que todo sentimento se torne gelo seco dentro de mim novamente.
E se ainda existe amor no mundo que invada o coração dele do próprio.
Para que possa sofrer bem devagar.
Só pra sentir o gosto amargo de um coração amando por dois.
_ Stephanie Lima.


