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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Como se fosse a coisa mais normal do mundo.


E então ele voltou, pra ir embora que nem da ultima vez.
Pra me deixar pior do que da ultima vez.
Falou palavras invisíveis como o vento.
E eu cai em sua armadilha como folha seca.
Me deu um copo de fel e falou que era doce.
Planos que nunca saíram do papel, que nunca se tornaram em vida real.
Estava melhor antes, vou ter que me acostumar com o fato de não te ter de novo.
As formigas voltam ao açúcar e agora eu quero que elas permaneçam lá.
Intacta e imóvel verifico os porquês que existem em minha mente.
Olheiras até o queixo, me pinto a cara e disfarço o caos que meu psicológico está.
E então ele me mata, diariamente.
Como se fosse a coisa mais normal do mundo ele se cala.
Fazendo com que o silêncio fale por si próprio as palavras que não tem coragem de sibilar.
Você se vira e eu vejo suas costas.
Perfeita e única, mais não queria vê-la se virando para um adeus.
E então eu rezo para que meu coração se torne pedra novamente.
Rezo pra que todo sentimento se torne gelo seco dentro de mim novamente.
E se ainda existe amor no mundo que invada o coração dele do próprio.
Para que possa sofrer bem devagar.
Só pra sentir o gosto amargo de um coração amando por dois.

_ Stephanie Lima.

Escombros de esperança.


Bate e queima.
E faz as paredes internas do meu músculo involuntário cederem.
A escuridão volta e eu deixo que meus olhos se acostumem com ela.
Meu pulmão fumante busca sem sucesso fôlego pra isso.
Me afogo em planos para nós.
Ponho a música que me lembra você mil vezes.
Me torturo, sou masoquista.
E me pergunto “porque?”.
Vou ficar louca tentando entender.
E você é aquele cara assustadoramente perfeito.
Que me intimida com sua glória, meu olhar se volta aos meus pés.
E então ele retorna.
Quando as formigas já estão no açúcar.
Com toda aquela luz que é demais pra escuridão de meus olhos.
A pupila dilata e então eu enxergo.
Vejo sua íris cor de erva pura.
Me fitando e ressuscitando os planos.
Destilando lentamente o veneno cujo quero me matar.
O veneno que no frasco está escrito “felicidade”.
E então as larvas de meu músculo involuntário.
Se transformam em borboletas no meu estomago nauseado.
Impossível não ceder.
E no meio dos escombros de meu músculo involuntário.
Eu acho uma pequena esperança.
De que dessa vez.
Eu voltarei a vida.

_ Stephanie Lima.  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Holofote soberano.



A gente se parece tanto que me assusta, ignorantes, debochados, irônicos, cínicos, bipolares e muito teimosos, teimosos até de mais.
Você é tão perfeito que chega me dá nojo, tão soberbo que me dá nojo, tão igual a mim que me dá nojo... você por inteiro me dá nojo mais é repugnante não te querer. O ruim é que temos tudo pra dar certo, tudo mesmo mas ninguém cede, ninguém quer ceder.
Tão durão por fora, mais tenho certeza que ai dentro há um coração que consegue amar. Mas não se preocupe, não contarei a ninguém que você é humano. Para de ser assim e fala que também nunca encontrou alguém tão igual, alguém que a vibe brilha tanto que te cega os olhos, alguém que valeria a pena largar tudo e esquecer o passado só pra tentar ser feliz, e por favor diga que aquele beijo não foi só mais um que no dia seguinte não vai significar nada. Não era pra significar pra mim e significou, não era pra nós darmos bem e nos demos, não era pra ser mais foi.
Garoto bipolar, entenda que chegou a hora de crescer, chegou a hora de enxergar o que esta bem na sua cara, eu e você até que ficaria legal juntos. Mas você prefere cegar os olhos e não sentir, limpar o beijo e fingi que não foi nada, falar palavras escrotas quando você queria dizer mesmo é: Quando vou te ver de novo? Estou com saudades.
Ridículo, holofote, escroto, irônico, cínico, nojento, chato, arrogante, eu não sei não eim... será que dá pra gente se permitir ser feliz? Eu a partir de agora me permito, e você? Quando irá ceder?. 

_ Stephanie Lima