Parada eu analiso.
Ele não estava ali mas seu corpo estava presente.
Era como se seus membros não correspondessem as mensagens que seu cérebro enviava quando o fato era eu.
Eu queria que ele fizesse morada em outra tenda.
Pois meu músculo involuntário está corroído pelo acido de seu desleixo.
Já não há senhas e nem paciência para desvendar o enigma.
E eu realmente cansei de tentar que dê certo.
Dói tanto que nem dói mais.
Como toda dor muito forte produz anestesia própria.
Rasparam a crosta de cegueira do meu globo ocular.
Enxergo sem poder fechar os olhos para fingir não ver.
Ele e o que eu sinto por ele só voltam para me destruir.
E derrubar a barreira protetora que eu venho construindo aos poucos.
As vozes gritam em minha mente e me deixam surda.
Elas perguntam o porque e eu sei que elas não terão respostas.
Costuro a boca com agulha virgem.
Pra ninguém ouvir que a abstinência do que eu nunca tive me mata.
Se não existiu pra que doer?
Mas dói, dói muito, dói àbeça... outra vez.
E o pior é saber que mesmo cheio de larvas.
Meu coração estará aberto se ele quiser voltar novamente, outra vez, de novo.
Mas está escasso, não há sentimentos em seu coração.
Ele nunca volta de verdade, em carne e osso.
_ Stephanie Lima.
